Páginas

Mostrando postagens com marcador 1985. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 1985. Mostrar todas as postagens

domingo, 2 de fevereiro de 2014

GRES Estácio de Sá - Chora, chorões - 1985

"Alô Estácio!"
Lindo samba, vencedor do estandarte de Ouro de melhor samba enredo. Uma bela homenagem ao "Chorinho" Brasileiro.

Bandeira:




Você Sabia:

Resultado do Carnaval de 1985
Grupo Especial (Grupo 1-A)
Dia: 17 e 18/02/1985
Local: Rua Marquês de Sapucaí - Sambódromo

1 - Mocidade Independente de Padre Miguel (Ziriguidum 2001, carnaval nas estrelas) - 217 pontos
2 - Beija-Flor (A Lapa de Adão e Eva) - 212 pontos
3 - Unidos de Vila Isabel (Parece até que foi ontem) - 207 pontos
4 - Portela (Recordar é viver) - 206 pontos
5 - Caprichosos de Pilares (E por falar em saudade) - 204 pontos
6 - Acadêmicos do Salgueiro (Anos trinta, vento sul - Vargas) - 204 pontos
7 - Império Serrano (Samba, suor e cerveja, o combustível da ilusão) - 204 pontos
8 - Imperatriz Leopoldinense (Adolã, a cidade mistério) - 200 pontos
9 - Estação Primeira de Mangueira (Abram alas que eu quero passar) - 197 pontos
10 - Estácio de Sá (Chora chorões) - 190 pontos
11 - Império da Tijuca (Se a lua contasse) - 190 pontos
12 - União da Ilha do Governador (Um herói, uma canção, um enredo) - 176 pontos
13 - Unidos do Cabuçu (A festa é nossa ninguém tasca) - 172 pontos
14 - Acadêmicos de Santa Cruz (Ibrahim de leve eu chego lá) - 170 pontos
15 - São Clemente (Quem casa quer casa) - 169 pontos
16 - Em Cima da Hora (Me acostumo mas não me amanso) - 150 pontos

Foram rebaixadas para o grupo de acesso:
Acadêmicos de Santa Cruz; São Clemente; Em Cima da Hora

Subiram para o Grupo especial:
Unidos da Ponte e Unidos da Tijuca

Intérprete na Avenida: Dominguinhos do Estácio
Carnavalesco: Fernando Alvarez
Colocação: 10º Lugar

Enredo: Chora, chorões
Ano: 1985
Autores: Djalma Branco, Caruso, Jangada e Djalma das Mercês


Letra:

Embalados neste som dolente
Vamos nessa minha gente
Unir os corações
Anda, meu amor, a hora é esta
Os chorões estão em festa
Gemem primas e bordões... nos salões
Soluça bem alto um cavaquinho
Chorando acordes, um pinho
Diz que é tempo de sonhar e recordar
E lá vou eu
Meu bem, tembém
Choramingar

E nesta festa
Sou chorão e vou chorar
Sou carinhoso desde bem pequenininho
Tico-tico sai do ninho
Pra comer o meu fubá

(E em noite alta...)

Em noite alta
Murmura a flauta
Apanhei-te cavaquinho
André de sapato novo
Pede ao povo
Pra chorar também brasileirinho

Urubu malandro
É dengoso e quer dançar
Agarradinho
Nas cadeiras de iaiá

Abaixo o samba na voz de Dominguinhos do Estácio

domingo, 14 de julho de 2013

GRES Arrastão de Cascadura - Depois do Mal Feito, Chorar não é Proveito - 1985


Com este lindo samba, que fazia uma crítica sobre o fim de "Sete Quedas", antiga queda d'água que deu origem a Hidrelétrica de Itaipu, a Escola fez 207 pontos e acabou sendo rebaixada para o Grupo 2-B.

Bandeira:





Você Sabia:

Foi fundada em 27 de abril de 1973, tem as cores verde e branco. Sua Escola Madrinha é o Império Serrano.

Classificação do Grupo 1-B em 1985

1 - Unidos da Ponte - Dez, nota Dez - 226 pontos
2 - Unidos da Tijuca - Mas o que foi que aconteceu? - 226 pontos
3 - Arranco do Engenho de Dentro - Chuê, Chuá, Moranguetá Cruz Credo - 220 pontos
4 - Acadêmicos do Engenho da Rainha - Não Existe pecado do lado de baixo do Equador - 216 pontos
5 - Unidos de Lucas - Essa gente Brasileira - 214 pontos
6 - Unidos do Jacarezinho - Do batuque à apoteose, o samba pede passagem - 213 pontos
7 - Unidos de Bangu - É hojesó, Amanhã não tem mais - 210 pontos
8 - Arrastão de Cascadura - Depois do mal feito, Chorar não é proveito - 207 pontos
9 - Lins Imperial - Feliz por um dia - 202 pontos
10 - Unidos de Padre Miguel - folia, Amor e Fantasia - 197 pontos

As quatro últimas Escolas foram rebaixadas


Intérpretes na Avenida: Barreto
Carnavalesco: Joãozinho de Deus
Colocação: 8º Lugar (Grupo 1-B)

Enredo: Depois de Mal Feito, Chorar não é Proveito
Ano: 1985
Autores: Jacy Inspiração, Netinho e Amaury


Letra:

Eu me vesti de natureza
Me bordei com poesia
E num rio de saudade
Mergulhei mergulhei nesta folia
Sou eu as Sete Quedas que você matou
Pedaço de floresta que você sei lá
Sou eu a borboleta que beijava a flor
Eu sou o passarinho que cantava o amor
Sou eu sou eu sou eu
O arco-íris que enfeitava a serra
Sou eu sou eu sou eu
A luta pelo pouco que ainda resta

Ai eu sou
Ai eu sou
Retalho das belezas
Que o progresso lentamente exterminou

Essas mãos que se uniram
Construindo nova fonte de energia
Que se unam bem mais fortes
Em defesa da ecologia
Quem não se lembra
Da trovoada e o temporal
O povo irmanado nas campanhas
Pagando o preço da destruição
Na inocência da infância
As criancinhas vão cantando esse refrão

Que mundo é esse mamãe
Que mundo é esse
Que até parece que está
Chegando ao fim
Que mundo é esse mamãe
Que mundo é esse
Que maltrata a natureza
Tanto assim.

Abaixo o samba na voz de Barreto

sábado, 8 de dezembro de 2012

GRES Império Serrano - Samba, suor e cerveja, o combustível da ilusão - 1985


Belo samba do gênio, falecido em 1993, Beto Sem Braço. O Samba foi inspirado numa roda de samba de bar.

Personagem - Silas de Oliveira





Professor de Português e Compositor, nasceu no Rio de Janeiro, em 4 de outubro de 1916.
Foi um dos fundadores do Império Serrano, depois de ter tido desavenças na Prazer da Serrinha.
Foi um dos grandes compositores do Carnaval Carioca.
Alguns Sambas:
"Aquarela Brasileira" (1964) - Império Serrano.
"Os Cinco Bailes da História do Rio" (1965), em parceria com Dona Ivone Lara e Bacalhau - Império Serrano.
"Heróis da liberdade" (1969), em parceria com Mano Décio da Viola e Manuel Ferreira - Império Serrano.

É dele também um dos mais belos sambas, Meu drama (c/ Joaquim Laurindo), também conhecida por "Senhora Tentação".


Sinto abalada minha calma
E embriagada minh'alma
Efeito da tua sedução
Oh! minha romântica senhora tentação
Não deixes que eu venha sucumbir
Neste vendaval de paixão

Jamais pensei em minha vida
Sentir tamanha emoção
Será que o amor por ironia
Deu-me esta fantasia
Vestida de obsessão?

A ti confesso que me apaixonei
Será uma maldição?
Não sei...


Sofreu um infarto fulminante em 20 de maio de 1972, numa roda de samba no momento em que cantava "Os Cinco Bailes da História do Rio"

Intérpretes na Avenida: Quinzinho
Carnavalesco: Renato Lage e Lílian Rabelo
Colocação: 7º Lugar

Enredo: Samba, suor e cerveja, o combustível da ilusão
Ano: 1985
Autores: Beto Sem Braço


Letra:

Nesta festança eu vou (eu vou)
De mão dada à poesia
Debruçado num verde esperança
Num branco que deixa herança
Nos caminhos d'alegria
Quero cantar, sambar, suar, me embriagar
Ser feliz, bem feliz
Desfrutar das coisas lindas
Que existem ainda neste meu país

Alegria, alegria, meu amor
De peito aberto aqui estou (bis)

Cada gota de suor (que cai)
É um pingo de felicidade
No néctar dos deuses flutuando
Na espuma me banhando
Encontrei mil realidades
Coisas daninhas serão banalidades

Quem vem do lado de lá
Assistir à nossa batucada
Se trouxer no peito tristeza
Que afogue lá na mesa
Numa cerva bem gelada

Já coloquei na pedreira
Cerveja preta para o Rei Xangô
Cerveja branca também coloquei na mata
A noite inteira "Seu" Ogum bebericou
Quem canta o mal espanta
Explode coração
No combustível da ilusão

Haja frio ou calor
Cervejando lá se vai o dissabor (bis)

Abaixo o samba na voz de Quinzinho

sábado, 15 de setembro de 2012

GRES Estação Primeira de Mangueira - Abram Alas que eu quero passar - 1985


Belo samba em homenagem a madrinha do carnaval, Chiquinha Gonzaga e é claro ao Rio Antigo.
Chiquinha foi a autora da primeira marcha carnavalesca ("Ô Abre Alas", 1899) e também a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil.

Ô Abre Alas - 1899

Ó abre alas
Que eu quero passar
Ó abre alas
Que eu quero passar
Eu sou da lira
Não posso negar
Eu sou da lira
Não posso negar
Ó abre alas
Que eu quero passar
Ó abre alas
Que eu quero passar
Rosa de Ouro
É que vai ganhar
Rosa de Ouro
É que vai ganhar
**
Ó abre alas
Eu quero passar
Ó abre alas
Eu quero passar
Rosa de Ouro
Não pode negar
Rosa de Ouro
Não pode negar


Bandeira


Você sabia:


Neste ano Jamelão, intérprete oficial da Escola, estava fora do Rio de Janeiro e seu vôo sofreu um atraso, fazendo com que não chegasse a tempo para o desfile, sendo substituido por Jurandir da Mangueira, que também gravou a faixa da Mangueira do LP das Escolas de Samba, já que Jamelão era impedido por sua gravadora.

Intérprete na Avenida: Jurandir da Mangueira
Carnavalesco: Eloy Machado e Bia Dumont
Colocação: 9º Lugar

Enredo: Abram Alas que eu quero passar
Ano: 1985
Autores: Helio Turco, Jurandir e Darcy


Letra:

É carnaval
O samba faz vibrar a multidão
Lá vem mangueira
Não posso conter a minha emoção

Vamos reviver o Rio antigo
Onde Chiquinha se fez imortal
Oh! deusa da folia
Rainha do meu carnaval

Eu sou da lira, não vou negar
"O abram alas que eu quero passar"
Só não passa a saudade
A saudade que ficou no seu lugar

Liberdade
Oh! Falsa realidade
Liberdade
O sonho foi morar noutra cidade
Desprezou a burguesia
E o requinte dos salões

Abraça a boemia
E deixa na boca do povo
Mais de mil canções

Roda baiana Levanta a poeira do chão
Roda baiana Nas cores do meu coração


Abaixo o samba na voz de Jurandir da Mangueira

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

GRES Caprichosos de Pilares - E por falar em saudade - 1985/2010

Alegria Geral!
Este samba deixou saudade, sátira, crítica, tudo com muito bom humor, que acabou marcando o estilo irreverente da Escola.
Ele foi reeditado em 2010
Velhos tempos que não voltam mais...

Você sabia:
Em 1987, sua primeira vez como madrinha de bateria, Luma de Oliveira encantou a Marquês de Sapucaí com os seios à mostra, na Caprichosos de Pilares

Intérprete na Avenida: Carlinhos de Pilares / Thiago Brito
Carnavalesco: Luiz Fernando Reis / Comissão de Carnaval
Colocação: 5º Lugar (Grupo Especial) / 7º Lugar (Grupo de Acesso)

Enredo: E por falar em saudade
Ano: 1985/2010
Autores: Almir de Araújo, Balinha, Marquinho Lessa, Hércules e Carlinhos de Pilares.


Letra: 

Oh! Saudade, ô
Meu carnaval é você
Caprichosamente
Vamos reviver, vamos reviver...
"Saudadeando" o que sumiu no dia-a-dia
Na fantasia de um eterno folião
O bonde
O amolador de facas
O leite sem água
A gasolina barata
Aquela Seleção Nacional
E derreteram a taça na maior cara-de-pau

Bota, bota, bota fogo nisso
A virgindade já levou sumiço 

(Quero votar!)
Diretamente, o povo escolhia o presidente
Se comia mais feijão
Vovó botava a poupança no colchão
Hoje está tudo mudado
Tem muita gente no lugar errado

Onde andam vocês, ô ô ô
Antigos carnavais?
Os sambistas imortais
Bordados de poesia
Velhos tempos que não voltam mais
E no progresso da folia...

Tem bumbum de fora pra chuchu
Qualquer dia é todo mundo nu... 


Abaixo o samba na voz de Thiago Brito

sábado, 5 de novembro de 2011

GRES Acadêmicos de Santa Cruz - Ibrahim, De Leve Eu Chego Lá - 1985


Simbora Acadêmicos de Santa Cruz!
Samba gostoso este, em homenagem ao grande Jornalista e Colunista Social Ibrahim Sued, hoje já falecido.
Queria parabenizar a Agremiação pelo belíssimo site http://www.academicosdesantacruz.com/s08/ um dos melhores entre todas as Escolas. As outras deveriam seguir seu exemplo.
Ademã

Você sabia:
Ela foi batizada pela Unidos de Bangu em 1962, mesmo ano que muda de Bloco para Escola de Samba e no ano seguinte faz seu primeiro desfile oficial tornando-se Campeã do grupo 3.

Intérpretes na Avenida: Aroldo Melodia
Carnavalescos: José Lima Galvão e Viriato Ferreira
Colocação: 14º Lugar

Enredo: Ibrahim, De Leve Eu Chego Lá
Ano: 1985
Autores: Zé de Angola e Grajaú.


Letra: 

Hoje eu quero é cantar, ô ô
Laiaiá lalaiá, ô ô
Deixe amor, meu amor
A minha alegria te contagiar

Pode me chamar de cafajeste, oi
Eu sou e quem não é? (e quem não é?)
Gente fina é outra coisa
Fale de mim quem quiser

No seio de uma legião amiga
O colunismo de Ibrahim nasceu
Na força do lirismo, seu neologismo venceu
Roda baiana ô baiana cai na roda
Olha o desfile de moda
O show de elegância está no ar
Deixe a vida nos fotografar
Hollywood, debutantes e princesa
Realçando a beleza ô iaiá

No meu banquete não pode faltar caviar

Na sociedade quem sabe, sabe
Quem não sabe, quer saber
Desse gigante nobre
Filho de imigrante pobre
Que lutou pra vencer

Ademã, doa a quem doer
Só merece a voz do povo
Quem já fez por merecer


Abaixo o samba na voz de Aroldo Melodia