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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

GRES Beija-Flor - A criação do mundo na tradição Nagô - 1978


Com este samba, a Agremiação tornou-se Tri-campeã do Carnaval (1976, 1977 e 1978) e faturou o Estandarte de Ouro de Melhor Escola de Samba.
Quem não se lembra do refrão. "Iererê, ierê, ierê, ô ô ô ô"

Bandeira



Você sabia:
Fundada em 25 de dezembro de 1948, faz seu primeiro desfile em 1954, pelo grupo 2 do Carnaval Carioca, sagrando-se Campeã.

Intérprete na Avenida: Neguinho da Beija-Flor
Carnavalesco: Joãosinho Trinta
Colocação: 1º Lugar

Enredo: A criação do mundo na tradição Nagô
Ano: 1978
Autores: Neguinho da Beija-flor, Mazinho e Gilson


Letra:

Bailou no ar
O ecoar de um canto de alegria
Três princesas africanas
Na sagrada Bahia
Iyá Kalá, Iyá Detá, Iyá Nassô
Cantaram assim a tradição Nagô 
(Olurun)
Olurun! Senhor do infinito!
Ordena que Obatalá
Faça a criação do mundo
Ele partiu, desprezando Bará
E no caminho, adormecido, se perdeu
Odudua

A divina senhora chegou
E ornada de grande oferenda
Ela transfigurou

Cinco galinhas d'Angola e fez a terra
Pombos brancos criou o ar
Um camaleão dourado
Transformou em fogo
E caracóis do mar
Ela desceu, em cadeia de prata
Em viagem iluminada
Esperando Obatalá chegar
Ela é rainha
Ele é rei e vem lutar
(Ierê)

Iererê, ierê, ierê, ô ô ô ô
Travam um duelo de amor
E surge a vida com seu esplendor



Abaixo o samba na voz de Neguinho da Beija-Flor

sábado, 28 de abril de 2012

GRES Unidos do Jacarezinho - Todas as Rosas do meu Rio - 1978


"Rosa é canção"
Este belo samba não foi o suficiente para manter a Escola rosa, branco e verde do Jacarezinho no segundo grupo, caindo para o terceiro.

Bandeira:




Você sabia:
A escola nasceu da fusão de três agremiações: Unidos do Morro Azul, Unidos do Jacaré e pelo bloco carnavalesco Não Tem Mosquito.

Intérprete na Avenida: Rode do Jacarezinho
Carnavalesco: ?
Colocação: 10º Lugar (2º grupo)

Enredo: Todas as Rosas do meu Rio
Ano: 1978
Autores: Rodenir Pereira Rodrigues (Rode), Dorvalino Pires (Nonô), Joanir da Silva Coelho (Jonas), Isaurino Jesus Pereira (Isauro)


Letra:

Através
Das nossas cores
Vamos exaltar
Todas as rosas do meu Rio
No festejo popular
É carnaval
Trazemos rosas
Rosas para ofertar
Rosa é mamãe
Rosa é canção
Rosa é amor no coração

Vamos
Marcar encontro com a natureza
Falar de rosas que beleza
Sem igual
Mas ainda guardo na lembrança
Lindos sonhos cor de rosa
Dos meus tempos de criança

(Rosas brancas)

Rosas brancas
Rosas pra Iemanjá
Odoceaba
No misterioso mar

Abaixo o samba na voz de Rode do Jacarezinho

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

GRES União da Ilha do Governador - O Amanhã - 1978

Salve a minha União da Ilha!
A minha homenagem ao dia do samba vem com este maravilhoso samba, um dos mais gravados da história por grandes nomes da MPB. De 1978 pra cá a gente ainda se pergunta, O que será o amanhã?
O meu destino será como Deus quiser

Você sabia:
A madrinha da União da Ilha é a Portela, daí a Ilha ter em seu brasão o desenho da Águia, símbolo da Portela

Intérprete na Avenida: Aroldo Melodia
Carnavalesco: Maria Augusta
Colocação: 4º Lugar

Enredo: O Amanhã
Ano: 1978
Autor: João Sérgio


Letra:

A cigana leu o meu destino
Eu sonhei
Bola de cristal, jogo de búzios, cartomante
Eu sempre perguntei
O que será o amanhã?
Como vai ser o meu destino?
Já desfolhei o mal-me-quer
Primeiro amor de um menino
E vai chegando o amanhecer
Leio a mensagem zodiacal
E o realejo diz
Que eu serei feliz 

Como será o amanhã
Responda quem puder
O que irá me acontecer
O meu destino será como Deus quiser

Abaixo o samba na voz de Quinho.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

GRES Acadêmicos do Salgueiro - Do Yorubá a Luz, a Aurora dos Deuses - 1978

Simbora Salgueiro!
Letra de único compositor, o que é muito dificil nos dias de hoje, foi vencedor do Estandarte de Ouro de melhor Samba Enredo.
Ele é dificil de cantar mas seu refrão é muito bom e é cantado até hoje.

Você sabia:
Segundo Haroldo Costa, foi em 1958, que a escola adotou o lema que traz até hoje: nem melhor, nem pior, apenas uma escola diferente.


Intérprete na Avenida: Rico Medeiros
Carnavalesco: Fernando Pamplona
Colocação: 6º Lugar

Enredo: Do Yorubá a Luz, a Aurora dos Deuses
Ano: 1978
Autor: Renato de Verdade.

Letra: 

Olorum, ô-ô, misto de infinito e eternidade 
Também teve seu momento de vaidade
Criou a terra e o céu de Oxalá 
Pra gerar Aganju e Iemanjá 
E Iemnajá, além de Xangô 
Em seu ventre, doze entidades gerou 
Pra reinarem pregando a paz e o amor
Enquanto Oxumaré, com bom gosto e singeleza
Matizava a natureza
Ifá mandou Exu, o mensageiro
Abrir caminho pelo mundo inteiro 
E quando os tumbeiros aportaram
Reis, heróis e deuses de iorubá 
Em seu novo mundo aclamaram 
Xangô seu pai no Axé-opô-afonjá 
E os pretos velhos da Bahia 
Ainda seguem seus antigos rituais
Usando a mais pura magia 
Nos terreiros de famosos babalorixás

Saruê! Baiana, iorubana
De saia amarrada co'a paia da cana

Abaixo o samba na voz de Rico Medeiros