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sábado, 18 de janeiro de 2014

GRES Beija-Flor - Sonhar com Rei dá Leão - 1976

Olha a Beija-Flor aí, gente!
Primeiro título da Beija-Flor, neste ano estreavam, Joãozinho Trinta e Laíla, vindos do Salgueiro.
Na voz também estreava Luís Antônio Feliciano Marcondes, o Neguinho da Beija-Flor que até hoje canta o samba na avenida, ele também assina este belo samba, o primeiro dentre outros sambas que ele iria compor.
O Enredo era sobre a origem do jogo do Bicho e sua entrada no samba.


Bandeira:



Você Sabia:


O jogo do Bicho foi criado pelo Barão João Batista Viana Drummond, o Barão de Drummon, que era o fundador do Jardim Zoológico do Rio de Janeiro no Bairro de Vila Isabel.
Era um jogo de apostas em números que representavam animais.
O jogo foi criado para aumentar a frequência popular ao zoológico era dado um prêmio em dinheiro ao portador do bilhete de entrada que tivesse a figura do animal do dia, o qual era escolhido entre os 25 animais do zoológico e passava o dia inteiro encoberto com um pano. O pano somente era retirado no final do dia, revelando o animal.
Mais tarde os animais foram associados a séries numéricas da loteria e o jogo passou a ser praticado largamente fora do zoológico, a ponto de transformar a capital da república (de 1889 a 1960) na "capital do jogo do bicho".
Atualmente o jogo do Bicho continua sendo praticado não só no Rio de Janeiro mas em todo Brasil mesmo sendo ilegal, ele é considerado uma contravenção pela legislação penal brasileira.
A relação do bicho com o Samba começou com Natal da Portela que comandava o jogo em Madureira e com a morte de seu amigo Paulo da Portela resolve investir na sua Escola a Portela, criando aí a figura do bicheiro Patrono.
Depois de Natal, vieram muitos outros, e hoje em dia, dizem que ainda estão ligados de alguma forma as Escolas de Samba.
Segue a relação dos 25 bichos do jogo:
Avestruz, Águia, Burro, Borboleta, Cachorro, Cabra, Carneiro, Camelo, Cobra, Coelho, Cavalo, Elefante, Galo, Gato, Jacaré, Leão, Macaco, Porco, Pavão, Peru, Touro, Tigre, Urso, Veado e Vaca.

Coinscidência ou não algumas Escolas de Samba usam bichos do jogo como símbolos.
Alguns Exemplos:
Águia - Portela, União da Ilha
Borboleta - Acadêmicos da Rocinha
Cobra - Delírio da Zona Oeste
Galo - Unidos de Lucas
Gato - Gato de Bonsucesso
Jacaré - Unidos do Jacarezinho
Leão - Estácio de Sá, Leões de Nova Iguaçu, Unidos do Cabuçu
Pavão - Unidos da Tijuca
Tigre - Porto da Pedra

Outros bichos que não estão no jogo também são usados por Escolas de Samba.
Alguns Exemplos:
Beija-Flor - Beija-Flor de Nilópolis
Boi - Boi da Ilha do Governador
Pomba - Tradição, Unidos do Amarelinho, Inocentes de Belford Roxo, Renascer de Jacarepaguá, União de Vaz Lobo
Cavalo Marinho - União da Ilha
Coruja - Sereno de Campo Grande


Intérprete na Avenida: Neguinho da Beija-Flor
Carnavalesco: Joãosinho Trinta
Colocação: 1º Lugar

Enredo: Sonhar com Rei dá Leão
Ano: 1976
Autor: Neguinho da Beija-Flor


Letra:

Sonhar com anjo é borboleta
Sem contemplação
Sonhar com rei dá leão
Mas nesta festa de real valor
Não erre não
O palpite certo é Beija-flor
(Beija-Flor)

Cantando e lembrando em cores
Meu Rio querido dos jogos de flores
Quando o barão de Drummond criou
Um jardim repleto de animais, então lançou
Um sorteio popular e para ganhar
Vinte mil réis com dez tostões
O povo começou a imaginar
Buscando no belo reino dos sonhos
Inspiração para um dia acertar

Sonhar com filharada é o coelhinho
Com gente teimosa, na cabeça dá burrinho
E com rapaz todo enfeitado
O resultado pessoal, é pavão ou é veado

Desta brincadeira
Quem, tomou conta em Madureira
Foi Natal, o bom Natal
Consagrando sua escola
Na tradição do carnaval
Sua alma hoje é águia branca
Envolta no azul de um véu

Saudada pela majestade o samba
E sua brejeira corte
Que lhe vê no céu


Abaixo o samba na voz de Neguinho da Beija-Flor

domingo, 26 de maio de 2013

GRES Estação Primeira de Mangueira - No Reino da Mãe do Ouro - 1976


Grande samba da Mangueira, que ajudou a Escola a ficar com o Vice-campeonato.
A Mãe-de-Ouro é uma personagem do folclore brasileiro. É a protetora das Minas de Ouro.




Você Sabia:
Em 1976 desfilaram 14 Escolas na Av. Presidente Vargas, a colocação foi a seguinte:

1º Beija-Flor (Sonhar com Rei da Leão) - 122 pontos
2º Mangueira (No Reino da Mãe do Ouro) - 116 pontos
3º Mocidade (Mãe Menininha do Gantois) - 116 pontos
4º Portela (O Homem do Pascoval) - 108 pontos
5º Salgueiro (Valongo) - 106 pontos
6º Vila Isabel (Invenção de Orfeu) - 105 pontos
7º Império Serrano (A Lenda das Sereias, Rainha do Mar) - 105 pontos
8º Imperatriz Leopoldinense (Por mares nunca dantes navegados) - 93 pontos
9º União da Ilha (Poemas de Máscaras e Sonhos) - 93 pontos
10º Estácio de Sá (Arte Negra na Legendária Bahia) - 92 pontos
11º Lins Imperial (Folia de Reis) - 92 pontos
12º Unidos de Lucas (Mar Baiano em Noite de Gala) - 84 pontos
13º Em cima da Hora (Os Sertões) - 77 pontos
14º Tupy de Brás de Pina (Riquezas Áureas de Nossa Bandeira) - 65 pontos

Foram para o Segundo Grupo:
Lins Imperial, Unidos de Lucas, Em cima da Hora e Tupy de Brás de Pina

Subiram para o Primeiro Grupo:
Império da Tijuca e Unidos do Cabuçu

Intérpretes na Avenida: Jamelão
Carnavalesco: Elói Machado
Colocação: 2º Lugar

Enredo: No Reino da Mãe do Ouro
Ano: 1976
Autores: Tolito e Rubens da Mangueira


Letra:

Caminhando pela mata virgem
Bravo bandeirante encontrou
Grupos de nativos comentavam
O que um trovão proporcionou
No céu sem as estrelas
Mais um raio de luz se dirigia
A gruta de uma alma encantada
Era mãe do ouro que surgia
Obaba-ola-o-baba
É a mãe do ouro que vem
Nos salvar

Num palácio encantado
Onde um tesouro existia
Pedras preciosas bem guardadas
Que a mãe do ouro presidia
Homens e mulheres dominados
Por imaginações e alegria
Salões enfeitados
Em multicores
Dançavam até o romper do dia

Obaba-ola-o-baba
É a mãe do ouro que vem
Nos salvar

Abaixo o samba na voz de Rubem da Mangueira

sábado, 12 de novembro de 2011

GRES Estácio de Sá - Arte Negra na Legendária Bahia - 1976 / 2005

Atotô Obaluaiê
Mais um lindo samba da escola que fica no bairro que foi celeiro do carnaval carioca. Tão bom que foi reeditado pela própria em 2005, onde tornou-se Campeã do Grupo B.
A palavra Tumbeiro significa navio de pequeno porte, então os "tumbeiros" da letra eram os navios negreiros que traziam os escravos da África para o Brasil.
Saravá

Você sabia:
O apelido do Intérprete Dominguinhos "do Estácio" se deve a ele ser morador do Bairro do Estácio de Sá e não por causa da agremiação, mesmo porque quando ele começou nela a Escola se chamava Unidos do São Carlos.

Intérpretes na Avenida: Dominguinhos do Estácio em 1976 e Talarico em 2005
Carnavalescos: Aelson Nova Trindade, Carlos Martins e Julio Mattos (1976) e Sylvio Cunha (2005)
Colocação: 8º Lugar Especial (1976) e 1º Lugar Grupo B (2005)

Enredo: Arte Negra na Legendária Bahia
Ano: 1976 / 2005
Autores: Caruso, Caramba, Dominguinhos do Estácio


Letra: 

Abram alas meus tumbeiros
Aos sete portais da Bahia
É a arte negra que desfila
Com seus encantos e magia
Da sua terra, trouxeram a saudade
A capoeira, o berimbau
Os enfeites coloridos
O pilão, colher de pau

Iorubá, Bantos, Gegês
No terreiro dançavam
Samba e batuquegê

Falavam a língua nagô
Rezavam forte com fé
Talhando arte deixaram
Imagens do candomblé

Pro mau olhado, figa de guiné

Ricas mucamas de branco
Com flores num só canto
Vão a igreja do Bonfim ofertar
Água no pote ao Pai Oxalá

Saravá, Atotô Obaluaiê
Yemanjá, Ogum, Oxumarê 

Abaixo o samba na voz de Dominguinhos do Estácio

domingo, 16 de outubro de 2011

GRES Em Cima da Hora - Os Sertões - 1976 e 2014

Canta Cavalcanti!
Mesmo com este samba maravilhoso que ganhou o Estandarte de Ouro a Escola acabou rebaixada para o grupo de acesso.
O Enredo era sobre a Guerra de Canudos.
Foi reeditado em 2014.

Você sabia:
Escola tem como Madrinha a Portela.

Intérprete na Avenida: Nando em 1976 e Antônio Carlos e Artur da Mocidade em 2014
Carnavalesco: Sebastião Souza de Oliveira (1976) e Marco Antônio (2014)
Colocação: 13º Lugar em 1976 e 13º na serie A em 2014

Enredo: Os Sertões
Ano: 1976 e 2014
Autor: Edeor de Paula

Letra:
Marcados pela própria natureza
O Nordeste do meu Brasil
Oh! solitário sertão
De sofrimento e solidão
A terra e seca
Mal se pode cultivar
Morrem as plantas e foge o ar
A vida e triste nesse lugar

Sertanejo e forte
Supera miséria sem fim
Sertanejo homem forte
Dizia o Poeta assim

Foi no século passado
No interior da Bahia
O Homem revoltado com a sorte
do mundo em que vivia
Ocultou-se no sertão
espalhando a rebeldia
Se revoltando contra a lei
Que a sociedade oferecia

Os Jagunços lutaram
Ate o final
Defendendo canudos
Naquela guerra fatal

Abaixo o samba na voz de Mestre Marçal