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sábado, 15 de setembro de 2012

GRES Estação Primeira de Mangueira - Abram Alas que eu quero passar - 1985


Belo samba em homenagem a madrinha do carnaval, Chiquinha Gonzaga e é claro ao Rio Antigo.
Chiquinha foi a autora da primeira marcha carnavalesca ("Ô Abre Alas", 1899) e também a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil.

Ô Abre Alas - 1899

Ó abre alas
Que eu quero passar
Ó abre alas
Que eu quero passar
Eu sou da lira
Não posso negar
Eu sou da lira
Não posso negar
Ó abre alas
Que eu quero passar
Ó abre alas
Que eu quero passar
Rosa de Ouro
É que vai ganhar
Rosa de Ouro
É que vai ganhar
**
Ó abre alas
Eu quero passar
Ó abre alas
Eu quero passar
Rosa de Ouro
Não pode negar
Rosa de Ouro
Não pode negar


Bandeira


Você sabia:


Neste ano Jamelão, intérprete oficial da Escola, estava fora do Rio de Janeiro e seu vôo sofreu um atraso, fazendo com que não chegasse a tempo para o desfile, sendo substituido por Jurandir da Mangueira, que também gravou a faixa da Mangueira do LP das Escolas de Samba, já que Jamelão era impedido por sua gravadora.

Intérprete na Avenida: Jurandir da Mangueira
Carnavalesco: Eloy Machado e Bia Dumont
Colocação: 9º Lugar

Enredo: Abram Alas que eu quero passar
Ano: 1985
Autores: Helio Turco, Jurandir e Darcy


Letra:

É carnaval
O samba faz vibrar a multidão
Lá vem mangueira
Não posso conter a minha emoção

Vamos reviver o Rio antigo
Onde Chiquinha se fez imortal
Oh! deusa da folia
Rainha do meu carnaval

Eu sou da lira, não vou negar
"O abram alas que eu quero passar"
Só não passa a saudade
A saudade que ficou no seu lugar

Liberdade
Oh! Falsa realidade
Liberdade
O sonho foi morar noutra cidade
Desprezou a burguesia
E o requinte dos salões

Abraça a boemia
E deixa na boca do povo
Mais de mil canções

Roda baiana Levanta a poeira do chão
Roda baiana Nas cores do meu coração


Abaixo o samba na voz de Jurandir da Mangueira

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

GRES Beija-Flor - A criação do mundo na tradição Nagô - 1978


Com este samba, a Agremiação tornou-se Tri-campeã do Carnaval (1976, 1977 e 1978) e faturou o Estandarte de Ouro de Melhor Escola de Samba.
Quem não se lembra do refrão. "Iererê, ierê, ierê, ô ô ô ô"

Bandeira



Você sabia:
Fundada em 25 de dezembro de 1948, faz seu primeiro desfile em 1954, pelo grupo 2 do Carnaval Carioca, sagrando-se Campeã.

Intérprete na Avenida: Neguinho da Beija-Flor
Carnavalesco: Joãosinho Trinta
Colocação: 1º Lugar

Enredo: A criação do mundo na tradição Nagô
Ano: 1978
Autores: Neguinho da Beija-flor, Mazinho e Gilson


Letra:

Bailou no ar
O ecoar de um canto de alegria
Três princesas africanas
Na sagrada Bahia
Iyá Kalá, Iyá Detá, Iyá Nassô
Cantaram assim a tradição Nagô 
(Olurun)
Olurun! Senhor do infinito!
Ordena que Obatalá
Faça a criação do mundo
Ele partiu, desprezando Bará
E no caminho, adormecido, se perdeu
Odudua

A divina senhora chegou
E ornada de grande oferenda
Ela transfigurou

Cinco galinhas d'Angola e fez a terra
Pombos brancos criou o ar
Um camaleão dourado
Transformou em fogo
E caracóis do mar
Ela desceu, em cadeia de prata
Em viagem iluminada
Esperando Obatalá chegar
Ela é rainha
Ele é rei e vem lutar
(Ierê)

Iererê, ierê, ierê, ô ô ô ô
Travam um duelo de amor
E surge a vida com seu esplendor



Abaixo o samba na voz de Neguinho da Beija-Flor